Planejamento de Carreira

Carreira, Mercado de Trabalho e Você: Metas em Tempos de Crise

Tradicionalmente as carreiras eram definidas como uma sucessão de progressões lineares dentro de poucas empresas, contexto que oferecia maior estabilidade ao trabalhador.

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O sucesso profissional era definido pela organização e recompensado com promoções e aumentos de salário.

Assim, o desenvolvimento de carreira era organizado de acordo com uma hierarquia funcional, com os trabalhadores se movimentando de maneira ordenada e em uma sequência previsível.

Nos últimos anos, diversos estudos têm explorado as consequências que as rápidas mudanças no mercado de trabalho acarretam para o desenvolvimento de carreira, já que é um espaço onde ocorrem interações entre indivíduos, instituições e sociedade e estas relações podem se efetuar de formas diferentes, conforme novos elementos afetem as estruturas econômicas como, por exemplo, crises e períodos de recessão e as relações sociais entre instituições e indivíduos, como, por exemplo, mudanças de regulamentação de profissões ou de leis trabalhistas e entre indivíduos entre si, como a facilitação para a construção de relacionamentos mais colaborativos por meio de canais de mídias sociais ou a maior ou menor convivência de indivíduos diferentes, por exemplo, de gerações diferentes.

Um esboço de fatores que afetam o mercado de trabalho em tempos de mundialização chama a atenção para fatores como: longevidade, conectividade, automação, acesso, mídias sociais e redes de relacionamento, qualidade de vida, diversidade.

Assim, o mercado de trabalho hoje é um espaço no qual, em maior ou menor intensidade, conforme a segmentação a que se dá destaque, indivíduos e instituições experimentam os efeitos da necessidade de responder ao impacto desses fatores.

Gerando uma demanda por competências como criatividade, colaboração, adaptabilidade, empatia, capacidade de empreender, liderança e resiliência.

Nesse contexto é esperado que o indivíduo – e não a organização – assuma cada vez mais responsabilidade pelas decisões de carreira e pela avaliação do sucesso delas.

Fica evidente a demanda exercida sobre os profissionais e suas atitudes quanto ao desenvolvimento de sua carreira e do papel a ser assumido por eles no processo.

As pessoas geralmente escolhem as organizações que vão de encontro às suas necessidades e motivações de carreira.

Por seu lado, as organizações procuram indivíduos que lhes tragam uma vantagem competitiva.

Entretanto, é fundamental que o indivíduo perceba a necessidade de desenvolver um papel cada vez mais proativo na gestão da sua ocupação, que desenvolva as suas oportunidades, tendo em vista os objetivos que definiu para si.

Assim, o primeiro passo na definição de metas de carreira é a convergência com os seus valores, em outras palavras, perseguir aquilo que te energiza.

Para o segundo passo, vale ressaltar que, em tempos de crise, é gerada uma demanda por adaptação, que pode resultar em um processo de seleção: aquele indivíduo, instituição ou sociedade, que não se adapta, morre.

A tendência é que a demanda seja por profissionais com alta capacidade de liderança e resiliência.

Pessoas solucionadoras de problemas e que tenham competências emocionais que resultem em tenacidade para lidar com frustrações, flexibilidade e empatia, a fim de tirarem o melhor proveito das diferenças entre indivíduos (gerações, perfis, nacionalidades entre outros).

E gerar um ambiente de alta colaboração e grandes possibilidades de inovação.

Então, existe um par de competências que tende a não se separar mais

  • a liderança e a resiliência;
  • a capacidade de construir uma visão de futuro e administrar as ações presentes que levem ao resultado desejado.

Conseguindo se adaptar e aprender com os obstáculos, passa a ser um diferencial, tanto no patamar individual – um diferencial de profissionais, quanto no patamar coletivo – um diferencial organizacional.

Além da capacidade de empreender, liderança e resiliência, características como technology literacy (alfabetização tecnológica) criatividade, colaboração, adaptabilidade, empatia serão cada vez mais demandadas.

Profissionais de todas as gerações devem estar atentos à combinação de desempenho de suas competências em três dimensões: a técnica, a comportamental e a contextual, para enfrentar os desafios no mercado de trabalho.

Assim, na definição de metas de carreira, atente para um planejamento que contemple:

  • Ampliar conhecimentos e habilidades específicas sobre a sua área de atuação, conhecer os mercados em que atua, desde a empresa, o mercado em que a empresa está inserida, os concorrentes, os movimentos da economia local e global etc (competência técnica e contextual), que facilitarão maior preparo para tolerar riscos e lidar com eles.
  • Desenvolver comportamentos mais eficazes em relação a seus objetivos, principalmente os de liderança e resiliência e as condutas relacionais, que facilitarão o processo de aquisição de maior tenacidade emocional para lidar com frustrações e obstáculos e com as consequências da diversidade, em todas as suas dimensões.

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