Escolha Profissional

Como Tornar o Sonho Uma Escolha Profissional Madura?

O sonho? Quem de nós nunca se pegou sonhando acordado? Sonhando com uma carreira de sucesso?

Particularmente, quando criança, já quis ser engenheiro, médico, jogador de futebol. É gostoso e saudável, às vezes, darmos estes “passeios” e sairmos um pouquinho de nossa realidade, não é mesmo? No entanto, mesmo sendo algo prazeroso, te digo que existe uma certa distância entre o sonho e a realidade, entre o sonho e a escolha profissional madura.

Sendo que, no mercado de trabalho, muitas vezes, a diferença entre um profissional de sucesso e alguém frustrado, é saber se posicionar nesta estrada. E você, sabe onde se encontra?

Antes de continuarmos, me responda: Você sabe o que significa o sonho? Segundo o Dicionário Aurélio Online, sonho pode também ser descrito como: “Utopia; imaginação sem fundamento; fantasia; devaneio…”.

Sendo que, por vários motivos, muitas pessoas acabam se embasando apenas no sonho para escolha profissional. Além deste detalhe, atualmente, nós, brasileiros, estamos vivendo um paradoxo difícil de se resolver. Por um lado, existimos numa sociedade cada vez mais imediatista, globalizada e que nos empurra uma quantidade crescente de informação. Por outro lado, principalmente os nossos jovens, não vêm sendo preparados a lidar com tamanha complexidade. Tanto que um fenômeno está se tornando cada vez mais notório: ADOLESCÊNCIA TARDIA, que pode ser compreendida pelos jovens adultos ainda pensarem e se comportarem como adolescentes.

Não é raro ver um jovem, hoje, com 26, 27 anos, ser ainda totalmente dependente dos pais. Neste contexto, com este mesmo jovem cheio de informação, mas, de um modo geral, sem preparo para lidar com estes dados, que nossa sociedade o “obriga” a ter que escolher sua profissão.

No processo de orientação profissional sério, costumamos encarar duas formas de escolha:

  • Desajustada: que pelo próprio nome é possível perceber que não se trata do melhor caminho;
  • Ajustada: Trata-se da escolha feita de maneira autônoma, sem qualquer interferência indesejada de fatores negativos;

No primeiro caso, as pessoas seguem a linha do sonho, da idealização, da fantasia e acabam escolhendo a profissão de maneira equivocada. Não levam em consideração fatores internos, como: personalidade, afinidades, aptidões, conhecimentos. Até porque, muitas vezes, nem conseguem defini-los e levam em conta de maneira excessiva fatores negativos, do tipo: influência dos pais e amigos, status da profissão, idealização, medo de se arrepender e retorno financeiro.

O indivíduo frequentemente nem conversa com um profissional do ramo e decide seguir tal carreira. Aí eu te pergunto: Como a pessoa sabe que conseguirá lidar com as demandas desta carreira, se nem ao menos se deu o trabalho de conversar com um profissional da área?

Ainda neste primeiro ponto, o que facilita a pessoa cometer um erro é o fato de não conhecer, mesmo que de maneira superficial, o mercado de trabalho. A grande maioria não sabe o quão vasto este pode ser. Tanto que muitos desistem do curso superior porque descobriram outra profissão mais interessante.

Outro fator que chama atenção neste contexto tem a ver com a ideia de que a escolha da carreira é para a vida inteira. Desde a mais tenra infância costumamos cultivar este sentimento com a pergunta: “O que você vai ser quando crescer?”. A resposta mais equilibrada a esta pergunta não pode ter a ver com uma profissão. Até porque, como seres livres, podemos ter várias profissões, mas infelizmente, acabamos por incutir na cabeça de nossas crianças esta ideia, mesmo não sendo nossa intenção.

Já em relação à escolha ajustada, esta acontece quando o sujeito consegue administrar todos estes fatores citados acima e consegue dar o seu toque pessoal nesta escolha. Não deixa de considerar a opinião de terceiros, seus medos, a questão financeira, correlacionando-os a fatores internos da personalidade, mas se permite fazer uma escolha autônoma, embasada nos seus reais interesses.

Outro ponto que merece a nossa atenção tem a ver com os famosos “testes vocacionais”. Quem nunca se viu tentado a responder alguns daqueles testes vocacionais dos jornais e revistas? A fórmula daquela ferramenta é simples: As perguntas são estereotipadas de acordo com alguns perfis-clichê e no final o mesmo te diz o que tem de fazer. Aí, mais uma vez eu te pergunto, você acha que a resposta daquele teste é satisfatória? Que ao responder meia-dúzia de perguntas pré-fixadas você já terá a receita do bolo?

Por fim, tanto para quem ainda não escolheu um caminho, quanto para quem já tem uma carreira, cabe a questão: Seu processo de escolha profissional foi de qual maneira: Ajustada ou desajustada?

Por isso, antes de escolher uma profissão, pesquise o mercado (existem alguns guias de profissões que são vendidos nas livrarias e bancas de jornal), converse com pessoas à sua volta, defina o que gosta e o que não gosta de fazer.

Saber o que não tem afinidades pode ser um bom começo! Se não gosta de matemática, talvez a engenharia não seja o melhor caminho. A matemática não se restringe a sala de aula. Se mesmo depois disto ainda se sentir inseguro, procure um profissional especializado. Certamente poderá de ajudar.

Agora, se você não se convenceu com os meus argumentos, considere que alguns notáveis de nossa sociedade, como: Neymar, Ayrton Senna, Roberto Justus e tantos outros não parecem ter escolhido suas respectivas carreiras por obrigação, fantasia ou outro fator que seja diferente de um interesse verdadeiramente pessoal.

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