Comprar Imóveis

Comprar Imóveis no Fim de Ano é uma Boa Estratégia?

Em um momento de instabilidade financeira e crise política como as que nos deparamos no Brasil e no Rio de Janeiro, as decisões devem ser mais ponderadas.

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Diante disto, a aquisição de um imóvel, pela complexidade e relevância que a permeia, deve ser estudada cuidadosamente.

Uma das perguntas mais relevantes a ser feita pelo possível comprador é:

Para que deseja adquirir um imóvel?

Isto porque há várias motivações que levarão a esta decisão, duas das quais eu destaco: aquisição para moradia e investimento.

No primeiro caso, é pertinente, porque poderá corresponder ao conforto de uma família ou à realização de um sonho de anos.

Nesta hipótese, o pagamento quase sempre se dá através de financiamento imobiliário e o pretendente deve avaliar se as prestações estão coerentes com sua capacidade de pagamento no curto, mas principalmente, no médio e longo prazos.

A aquisição do bem independe de época, se bem que sempre vale uma pesquisa no mercado para obter condições e preços mais favoráveis.

Em virtude da crise no Brasil, há boas oportunidades no mercado imobiliário.

A outra possibilidade para aquisição é o investimento.

Neste caso, o investidor deve estar atento a alguns fatores que envolvem o mercado imobiliário: oferta x procura, preços, condições de financiamento, legislação, análise de custo x benefício, dentre outros aspectos.

Investimento em imóveis, normalmente, deve ser considerado à longo prazo, porque o mercado frequentemente sofre variações em períodos menores.

Por exemplo: dados divulgados no início de novembro indicam que pelo 18º mês consecutivo o preço dos alugueis residenciais segue em retração.

O índice FipeZap baseou-se em dados de onze grandes cidades do país.

Se um investidor possuir ou desejar possuir imóveis residenciais para locação basear-se somente nesta informação, poderia entrar em desespero.

O mercado imobiliário é enorme e complexo.

Assim, cada bairro, cada cidade e cada estado possuem realidades totalmente distintas.

Por vezes, dentro de um mesmo bairro existem oportunidades imobiliárias específicas e será beneficiado aquele que estiver antenado com o que está acontecendo.

O fato concreto é que se pretende adquirir um imóvel – para uso ou investimento – deve começar a monitorar o comportamento dos preços na região onde ele se situa.

  • O valor dos alugueis – comerciais e residenciais – baixaram substancialmente;
  • O valor de compra sofreu depreciações;
  • Empreendimentos inteiros estão com suas construções congeladas, seja porque não há crédito, ou porque não há quem compre (lembremos dos mais de 12 milhões de desempregados em todo o Brasil, segundo dados mais recentes do IBGE);
  • E empresas estão encerrando suas operações.

É hora de negociar com os proprietários e construtoras.

O investidor que se prepara pode apresentar propostas e obter condições mais favoráveis em sua empreitada.

A emoção deve ficar de lado e a razão sempre deve prevalecer.

Este final de ano está especialmente favorável a quem deseja comprar imóveis, porque os preços estão deteriorados.

Mas, atenção!

Não deve ser investido em imóveis esperando uma valorização passiva.

A não ser que se tenha acesso a informações privilegiadas, não identificadas pelo mercado local, sobre uma valorização nas ruas ou no bairro onde pretende investir.

Preferencialmente, o investimento deve ser realizado em imóveis onde haja o controle sobre sua valorização, como aqueles bem localizados, mas que estão eventualmente deteriorados.

Reformas e a transformação de imóveis residenciais em imóveis comerciais continuam sendo fonte de bons lucros para muitos investidores.

Cuidado, no entanto, porque algumas reformas costumam drenar toda a expectativa de lucratividade.

Tudo deve ser estudado previamente!

Se para comprar está bom, para vender não é um momento atrativo.

Se há a necessidade de dinheiro devido a uma situação difícil, precisa quitar dívidas ou optou por abrir um negócio, não existe escolha a não ser aceitar o que o mercado está oferecendo.

Se não for uma destas situações e tem condições financeiras de mantê-lo, faça-o.

Uma dica final ao investidor!

Tenha ao seu lado sempre um corretor-avaliador para que tenha percepção exata de quanto vale um imóvel desejado.

Somente realize operações imobiliárias com o suporte de um corretor regularmente inscrito no CRECI – Conselho Regional de Corretores de Imóveis.

É a garantia de que a operação será realizada corretamente.

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