Parentes como Sócios

Cuidados em ter Parentes Como Sócios

Acredito que uma sociedade entre duas pessoas só se faz necessária se cada um dos sócios entrar com uma parte interessante para esta união. E não falo de capital e trabalho e, sim, de uma sociedade onde um entra com, por exemplo:  “Determinação” e o outro com “capacidade de encantar pessoas” ou, quem sabe, “resiliência”, “capacidade de reinventar-se” e muitas outras habilidades e competências.

Agora, vamos falar sobre esta união de habilidades e competências quando se trata de empresas com laços familiares. Isso faz uma grande diferença, pois esses laços podem interferir de forma positiva ou negativa, portanto, deve-se levar em consideração quando isso ocorre ou antes desta sociedade  ser firmada.

Sempre que temos uma decisão a ser tomada, os ensinamentos oriundos do treinamento em Coaching recomenda que seja feita uma avaliação de perdas e ganhos, assim, em todos os aspectos da vida, devemos ser criteriosos nas escolhas mas,  nesse casos, mais ainda a ideia de que a família é sagrada e, de certa forma, queremos que seja além disso inabalável no tocante aos seus laços.

Cabe a nós avaliar as relações entre aqueles que irão se tornar sócios, as suas diferenças e as suas semelhanças, o grau de suportabilidade e de controle emocional e, além de tudo, se o que se pretende ganhar com a união está acima das perdas possíveis que virão acontecer, caso a sociedade não dê certo.

Temos exemplos de empresas familiares sólidas que passaram anos dando certo e crescendo, temos também exemplos de empresas que, quando passadas para herdeiros, vieram a falir exatamente porque muitas delas estavam sob a direção de um patriarca e, em seguida, passou a ter cabeças diferentes gerindo a empresa, no caso, os herdeiros.

Essas diferenças precisam ser aparadas e precisam ter papéis diferentes para justificar a evolução e a parceria nesta sociedade. Para conciliar as diferenças é importante que as mesmas, sejam especialmente favoráveis, ou seja, as habilidades, virtudes e competências que irão se completar para o bem da empresa, mas se, na verdade, forem desentendimentos e divergências pessoais que são trazidas de longas datas e visões muito antagônicas e discordâncias constantes que marcaram a convivência, melhor evitar esta sociedade.

Em outros casos, o nível de relação entre os sócios é tão bom e a afinidade é tão grande que deve-se pesar os prós e contras para saber se valerá a pena correr o risco de ter abalado um sentimento que transcende as explicações como, por exemplo, o “amor de irmão” em busca de algo que pode ser apenas mais uma possível conquista de capital e poder econômico.

Umas das  bases de uma sociedade familiar sólida é o estabelecimento de regras e a observação se existe um respeito mútuo entre os sócios, respeito este que seja regido por princípios éticos vindos de uma formação familiar.

A capacidade de analisar o nível desses itens pode ser feita pela observação de comportamentos anteriores quando de disputas por bens e coisas, afinal, todos nós temos um mapa mental das pessoas com as quais convivemos.

Simular situações de discordâncias para um futuro já na empresa em sociedade  e perguntar-se como você reagirá  e como ele reagiria, é também um bom exercício.

Mas e em sendo sócios de parentes, o que resta é transparência nas informações, nas decisões, e acima de tudo uma extrema capacidade de compreender e perdoar, pois, neste caso, o que mais vale é o objetivo maior, fazer uma empresa sólida, próspera e de futuro.

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