Relacionamento Interpessoal em Equipe

Desenvolva um Bom Relacionamento Interpessoal em Equipe

O ambiente organizacional está cada vez mais dinâmico e exigente, em resposta ao mercado competitivo em que estão inseridas as organizações, criando uma forte necessidade de se trabalhar em equipe, manter um bom relacionamento interpessoal, a fim de encontrar as melhores respostas às expectativas dos clientes.

Se por um lado o trabalho em equipe abre um leque de possibilidades a serem exploradas, por outro, é inevitável que surjam problemas de relacionamento interpessoal em algum momento dentro deste grupo.

Na maioria das vezes, com um gestor atento aos indícios de alterações no clima organizacional, essas situações são pontuadas e solucionadas sem consideráveis efeitos em longo prazo.

Contudo, uma falha na percepção do gestor ou um adiamento no tratamento dos problemas de relacionamento interpessoal da equipe, pode promover um efeito cascata, enraizando e disseminando o problema dentre os demais componentes da equipe.

O gestor, embora seja um agente expressivo no sucesso ou insucesso de uma equipe, não é o único que pode promover o equilíbrio do clima organizacional.

Proponho que você experimente “não tornar as críticas algo pessoal” e “não definir relacionamentos”.

Todos nós, em algum momento das nossas vidas profissionais, já encaramos as críticas como um problema “do outro”, algo pessoal e ofensivo.

É natural que nossa primeira reação a uma crítica seja automaticamente defensiva e, acabemos por considerá-la um reflexo de uma antipatia ou um problema de relacionamento, levando-nos muitas vezes a predefinir relacionamentos com conceitos como “não gosta de mim”, “não me dou bem”, “não temos afinidades” sem que se tenha tentado aprofundar essa relação após um primeiro desentendimento.

Alguns passos podem ser adotados no nosso dia a dia, para nos tornarmos agentes ativos na mudança das interrelações “não-positivas” que já estabelecemos.

Primeiramente, é preciso desconstruir o outro enquanto personagem “rival” e “concorrente”.

Exercite olhar o outro como um ser humano, em toda sua complexidade, antes de determinarmos que “não gostamos de alguém”.

Na prática, consiste em reforçar para si mesmo a ideia das múltiplas facetas do ser humano – como membro de um núcleo familiar ou um grupo de amigos, com qualidades e defeitos – que não é possível explorar num contato superficial.

Enquanto este primeiro exercício consiste em olhar para o outro, o segundo dever ser olhar para si.

Esta segunda atitude a ser tomada deve incluir autoanálise, autocrítica e autogerenciamento. Precisamos encarar toda crítica como um indicador potencial de falhas ou oportunidades de melhoria em nós mesmos.

É possível que algumas vezes, conclua-se que a opinião do outro seja infundada e não reflita efetivamente nossa conduta. Contudo, esse é um indicador relevante de que, como sujeito ativo na projeção da nossa imagem, não estamos conseguindo transmitir ao outro nossas ideias e quem de fato nós somos.

Logo, se o outro não nos percebe como nos vemos, nossas atitudes não estão alinhadas com nossos objetivos e é preciso promover mudanças.

Por fim, devemos voltar nossa atenção para a análise da situação em si, cuja gravidade não pode ser medida pelo nosso nível de descontentamento emocional. Afinal, muitas vezes potencializamos uma situação corriqueira, devido ao nível de dano emocional que nos causou.

A capacidade de se distanciar emocionalmente da crítica, mesmo aquelas feitas em tom imperativo ou grosseiro, permite uma avaliação mais racional de toda a situação, aumentando consideravelmente as chances de que a crítica ou o problema seja algo pontuado, mas que não afete o relacionamento em longo prazo entre os envolvidos.

Desafie a si mesmo.

Desenvolva relacionamentos com aquelas pessoas com quem não tem afinidade ou com aqueles com os quais já mantém relacionamentos improdutivos e, acima de tudo, não permita que críticas e divergências o desmotive.

Mantenha seu foco.

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