Empresa Sustentável

Empresa Sustentável: Ser ou Não Ser?

Após as declarações feitas pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, de nomear para a Agência de Proteção Ambiental (EPA) o Sr. Scott Pruitt, um homem ligado às energias fósseis e criticado por negar publicamente as mudanças climáticas, muitos setores internacionais sofreram um impacto de grande magnitude.

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Como agora conciliar iniciativas pró sustentabilidade, que foram tomadas pelo governo Obama, com uma possível extinção da tão estimada EPA americana?

Para muitos países já desenvolvidos e também para os em desenvolvimento, o histórico de suas políticas ambientais, seguiu à risca o exemplo tomado pela Agência Ambiental Americana.

Muitos instrumentos de proteção e controle ambiental foram literalmente copiados desta instituição.

No Brasil, um antigo instrumento de proteção e controle ambiental a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), foi um dos que levou em consideração as recomendações da EPA.

A própria elaboração e criação da Resolução n. 01/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), responsável pelo regramento do Estudo Prévio de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EPIA/RIMA), até os dias atuais, ainda é um instrumento normativo de referência, para a quase totalidade das atividades ambientais no País.

Desta forma, conceber a possibilidade de extinção da EPA, é quase que admitir o fenecimento do sistema ambiental norte americano.

Segundo o que afirmou Trump:

“Minha administração acredita firmemente na proteção ambiental, e Scott Pruitt será um defensor dessa missão ao mesmo tempo que promoverá empregos, segurança e oportunidades”.

De certa forma, esta afirmação não conseguiu convencer os ambientalistas internacionais.

Afinal, o Dr. Pruitt, um republicano de 48 anos, atualmente secretário de justiça do estado de Oklahoma, ficou famoso por caminhar ao lado do “desenvolver a qualquer custo” tanto assim, que promove uma ação contra a Agência de Proteção Ambiental.

Realmente fica difícil apostar que um republicano com este auspício, possa controlar as emissões de CO2 e ainda mitigar os impactos ambientais das atividades desenvolvidas pelo país líder do Neocapitalismo de Mercado.

Talvez, influências internacionais como as ações sustentáveis que vêm sendo tomadas por países líderes como China, Alemanha e Japão, possam acalmar os ânimos imperialistas de Trump.

Se parafrasearmos as afirmações do Presidente eleito, chegaremos à conclusão de que o seu intuito é reafirmar o Império através da imposição de cartéis, de ações individualistas e de recondução das políticas de uso de matrizes fósseis.

Porém, ainda fico um pouco cético em relação a estas possibilidades.

Afinal, empresas ícones do Império norte americano, como a Apple, já mantém em 100% da geração da energia de seus servidores através da matriz solar.

Mas devemos lembrar que durante sua campanha, Trump prometeu retirar as leis e regulamentações para a proteção ambiental e o combate ao aquecimento climático, acusando Obama de ter declarado guerra ao carvão, um tema eleitoral sensível em vários estados.

Anunciou ainda, que tiraria os Estados Unidos, segundo emissor mundial de gases do efeito estufa, atrás da China, do acordo sobre o clima, firmado em 2015 por 192 países.

Segundo o Global 100, índice da Corporate Knights, publicação canadense especializada em responsabilidade social e desenvolvimento sustentável, a primeira empresa americana da lista, (Coca Cola Enterprises), está em 13. lugar, e a segunda, (Biogen), aparece em 30º lugar.

Segundo afirmou o professor Adriano Pires Sócio-fundador e Diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), em entrevista à Folha, afirmou:

“Já há um consenso no mundo de que não se pode mais queimar combustível fóssil como se queimava no século XX. (…) a própria dinâmica de crescimento da economia mundial não é mais através de empresas ou de setores grandes consumidores de petróleo. Antigamente a maior empresa do Mundo era a ExxonMobil, e hoje é a Apple.”.

Assim, entendemos que ainda há espaço para a recondução da postura ambiental de Trump.

Porém, esta recondução somente ocorrerá, se os anseios imperialistas se fragilizarem, principalmente em relação às matrizes energéticas.

Fato talvez muito difícil.

Fico imaginando um Império Mongol de um lado e um Romano de outro.

Pelo jeito, a luta será severa!

Nem mesmo Shakespeare poderia responder.

Afinal, prefiro ficar torcendo o pelo SER SUSTENTÁVEL.

Afinal, a matéria prima das energias limpas está em maior parte em nosso território.

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