Isenção de Vistos para Entrar no Brasil

Isenção de Vistos para Entrar no Brasil

Isenção de vistos, um double click no turismo de lazer e negócios.

O decreto presidencial que retirou a exigência de vistos para entrada de Canadenses, Americanos, Australianos e Japoneses no Brasil já está perto de começar a valer, dia 17/06/2019.

A polêmica decisão da isenção de vistos divide a sociedade em dois times:

  • Os que defendem a teoria da reciprocidade, princípio internacional que norteia as decisões de Estado
  • E os que defendem a teoria da utilidade, objetivando os ganhos que essa isenção trará ao Brasil, nossa sociedade e economia.

Antes de prosseguir, vamos nos ater aos potenciais benefícios da decisão.

Dados divulgados em abril/19 pelo Grupo Amadeus, uma das maiores empresas de tecnologia e viagens do mundo, comprovam resultados positivos da dispensa de vistos.

Observamos altas de 53% a 158% na quantidade de reservas em destinos nacionais, realizadas por turistas dos quatro países para visitar o Brasil entre junho e setembro deste ano.

Também houve crescimento nas pesquisas, com índices que variavam de 31% a 76%.

A expectativa é de que a isenção de vistos contribua para o Brasil alcançar a meta de receber 12 milhões de estrangeiros por ano, prevista no Plano Nacional de Turismo 2018-2022, contra os atuais 6,6 milhões, um incremento de 81% na visitação de turistas estrangeiros ao Brasil.

Não é difícil, portanto, concluir sobre os potenciais ganhos oferecidos a nossa sociedade:

  • Em aspectos técnicos;
  • De negócios;
  • Geração de emprego e oportunidades para diversas empresas, desde indústria e logística, passando por recursos humanos e capacitação;
  • Até alimentação e serviços de hospitalidade.

Pensemos juntos: cada turista estrangeiro deixa no Brasil 7000 dólares, em média, durante sua viagem.

Tomando esse valor, mais o incremento de 5,4 milhões de turistas e dólar a R$ 4, chegamos à cifra de R$ 151,2 bilhões por ano.

Para termos uma noção do impacto desse número na nossa economia, o setor de construção civil, que é o maior do país, responde por R$ 300 bilhões ao ano.

De certo poderíamos nos valer da reciprocidade para exigir vistos, mas seria essa uma escolha racional?

Ou seja: os Turismos Profissionais e de Lazer podem disputar o segundo lugar em relevância no nosso PIB, disputando com o segmento de Franquias, que em 2018 movimentou R$ 162 bilhões.

Numa sociedade que envelhece cada vez mais, que precisa gerar renda, e num país continental como o nosso, com diversos atributos de natureza, cidades, climas e culturas, não há motivos para preterirmos as riquezas geradas pelo Turismo.

A expectativa é, portanto, muito boa com a isenção de vistos.

E sugere que as empresas e pessoas estejam preparadas para os desafios que se apresentam: qualidade dos serviços, capacitação técnica e melhoria das infraestruturas.

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