Liderança e Amizade Podem Andar Juntos?

Liderança e Amizade Podem Andar Juntos?

Liderança e Amizade podem andar juntas? O que você pensa sobre isso?

A liderança, ao longo dos tempos, sempre esteve associada a autoridade.

O chefe mandava e os liderados obedeciam, sem questionar a qualidade ou eficácia dos serviços.

Esse modelo de liderança caiu em desuso, entretanto, mesmo na atualidade, ainda muitos líderes questionam se é possível ter relacionamento de amizade com seus liderados, se isso ajuda ou prejudica dentro do contexto profissional.

Em meus processos de coaching, mentoria e treinamentos é comum ouvir questionamentos como:

“Eu não sei como lidar, eu era amigo deles. Agora sou o chefe.”

“Quero que cumpram as metas, mas não quero que eles digam o que o cargo subiu na cabeça.”

“Preciso que eles entendam que as cobranças não são pessoais.”

“O sucesso da nossa área depende que eles sejam mais profissionais e menos amiguinhos.”

A questão principal parece estar centrada na dificuldade que as pessoas têm em discernir as responsabilidades inerentes ao seu papel social e profissional e no estabelecimento dos limites apropriados para harmonia profissional.

Isto é, se existe a possibilidade de liderança e amizade no trabalho poderem andar juntas.

A empresa americana Globoforce realizou, em 2014, uma pesquisa que trouxe números surpreendentes ao mercado empresarial.

De acordo com o relatório, produzido em parceria com a MarketTools, foram ouvidos 700 profissionais, e concluiu-se que:

  • 78% dos entrevistados, passam de 30 a 50 horas semanais com seus colegas de trabalho;
  • 95% já fez pelo menos uma amizade no ambiente de trabalho;
  • 61% conta com o apoio de seus colegas de trabalho para lidar com as situações difíceis da vida;
  • 89% considera que os relacionamentos no trabalho afetam sua qualidade de vida;
  • 71% dos entrevistados que têm mais de 25 amigos no trabalho; gostam da empresa em que estão;
  • 50% dos entrevistados que têm mais de 25 amigos no trabalho, sentem orgulho de seu empregador;
  • 21% dos colaboradores que têm mais de 25 amigos no trabalho, aceitariam outra proposta de emprego.

Números como estes nos colocam a pensar sobre como é importante manter laços de amizade, por onde quer que passemos.

A existência de amizade entre pessoas que convivem mais tempo no trabalho do que em suas próprias casas é uma característica mais do que normal, ela é natural.

O principal papel do líder é manter a equipe motivada para alcançar os objetivos que a empresa almeja.

O dia a dia de trabalho fica ainda mais leve e os objetivos são alcançados de forma muito mais acelerada quando desenvolvemos confiança e credibilidade, melhora na comunicação e isso, consequentemente, faz gerar laços de amizade entre líderes e liderados.

O primeiro exemplo de liderança que temos na nossa vida são nossos pais.

Bons pais são amigos de seus filhos, sem com isso deixar de ter a responsabilidade de orientá-los com rigor, quando necessário.

Por que será que nossos gestores não conseguem fazer o mesmo?

Quando um colaborador se torna seu amigo é bom que fique claro a ambos que amizade não pode se confundir com liberdade. E o gestor deve também saber dosar a amizade, não concedendo privilégio em relação aos outros colaboradores.

Transparência e integridade na comunicação é fundamental.

Líderes maduros e seguros de sua posição e responsabilidade conseguem desenvolver relacionamentos de amizade com sua equipe, sem com isso prejudicar o seu papel na gestão dos resultados.

Caso tenha dificuldade em estabelecer proximidade e limites, procure um profissional (coach ou mentor) para direcioná-lo no desenvolvimento dessa habilidade que trará um retorno gratificante para todos, além de um ambiente agradável de trabalho.

Saber manter laços de amizade com seus liderados é saudável, desde que haja clareza de divisão de papéis.

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