Sustentabilidade na Empresa

Como Desenvolver a Sustentabilidade na sua Empresa

Será que existe um passo a passo para uma empresa atingir a sustentabilidade?

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Primeiramente, para se compreender esta já tão vulgarizada palavra, devemos separar, definitivamente a ideia de sustentável, associada ao conceito de manutenção.

Sustentabilidade ambiental, sinaliza para renovação e auto adaptação a novos cenários.

Neste sentido, por mais uma vez, o Planeta atravessa grandes desafios quando a palavra resolve ocupar a grande mídia, despertando novos mercados, fazendo com que tradicionais economias modifiquem seus modus operandi.

E até os grandes Bancos de Financiamento, como o nosso tão estimado BNDES, ofereça novos espaços para novos financiamentos na área de projetos sustentáveis.

A Alemanha resolve revisar seus parques eólicos, a China, a investir em matrizes energéticas mais limpas, a Holanda quer banir automóveis não elétricos até 2025, etc.

Na recente Conferência do Clima, (COP 22), que ocorreu em Marrakesh, em novembro deste ano, o Brasil, seguindo a condução de países em desenvolvimento, também assumiu uma postura bastante tendenciosa em relação ao desenvolvimento econômico com mais sustentabilidade.

Em que pesem algumas declarações infelizes de algumas autoridades brasileiras naquele evento internacional.

Para uma empresa desenvolver a sustentabilidade, o passo inicial é a implementação de uma Política de Meio Ambiente interna.

Fazendo com que todos os seus empregados ou funcionários possam entender a complexidade e facilidade de se conectar a um Sistema.

Ou seja, desde seus gestores até seus mais inferiores empregados, devem entender a sua importância individual e coletiva para o sistema ambiental empresarial.

Todos devem se sentir parte integrante de um Sistema.

A Auto estima é um outro fator que não pode ficar de fora no momento da implementação da sustentabilidade.

O Segundo Passo é a implementação de um SGA, ou Sistema de Gestão Ambiental.

Que consiste em um complexo de ações e iniciativas que envolvem a prática de auditorias ambientais, sejam estas obrigatórias ou facultativas.

Este sistema, pode também integrar a série de normas da IS0 14.001, que também são essenciais à sustentabilidade de uma empresa.

Mas estas normas de mercado e de qualidade de sistemas, não garantem em 100% a sustentabilidade.

Outras importantes normas como:

  • A IS0 18.001 (OHASAS) que trabalha importantes setores como saúde, segurança do trabalho, e Meio Ambiente;
  • E a tão esquecida IS0 26.000, que prevê a Responsabilidade socioambiental, garantindo o pleno envolvimento da empresa com as questões socioambientais e com a própria comunidade do entorno de seus parques e instalações,

São, também, normas que devem integrar o passo a passo para a sustentabilidade.

Pelo que observamos, a sustentabilidade ambiental, não se restringe a um mero roteiro a se seguir.

Ao contrário, ela deve ser implementada paulatinamente no ambiente empresarial.

Associada a educação ambiental, e ao cumprimento da legislação e dos parâmetros legais e normativos, se adequando a vigente Lei nº 6.938/81 (Lei da Política Nacional do Meio Ambiente).

Importantes índices econômicos como o Dow Jones e o IBOVESPA, já possuem há mais de dez anos, índices de Sustentabilidade.

Hoje, instituições do Sistema “S”, já possuem atuantes Conselhos de Meio Ambiente, cumprindo-se estritamente o princípio da participação, do Direito Ambiental.

O Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável – CEBDS, também constitui, um importante, senão essencial instituição que promove iniciativas de sustentabilidade no meio empresarial de grande valor para o Planeta.

O Terceiro Setor, também representado por instituições corporativas e de grande força, como o IEVA – Instituto Eventos Ambientais e o ETHOS, representam a mola mestra de ações e iniciativas promotoras da sustentabilidade no meio empresarial.

A natureza transdisciplinar e sistêmica da sustentabilidade, de acordo com as lições do professor Fritjoj Capra, é inconstante e sistêmica e está em rotineira evolução.

Não podendo ser fixada em textos legais.

Assim também deve ser a ótica de uma empresa que deseja almejar mercado sustentável.

Não pode a empresa, ao criar um novo produto, manter-se fixa neste.

Deve, sim, acompanhar a evolução do mercado, adaptando-se a natureza fluídica dos mercados.

Importantes conceitos como o de Capital Natural, o da TI Verde, Economia Verde e de Serviços Ambientais, foram trazidos com o advento da RIO+20.

E já estão ganhando espaço no mercado e saem na dianteira.

O Retorno do Investimento Socioambiental, também já constitui um outro importante instrumento que agrega grande valor aos produtos desenvolvidos.

Já há empresas que estão se especializando em Pagamentos de Serviços Ambientais e em valoração de serviços ecossistêmicos.

Portanto, não há um roteiro pré-formatado para uma empresa atingir a sustentabilidade.

Ao contrário, a iniciativa de ganhar a liderança mercadológica, hoje está regida pela inovação.

Assim como pela própria natureza, turquesa da economia, como já diria o professor José Eli da Veiga, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, que defende que a Economia não é apenas verde.

Afinal, não são apenas as florestas as responsáveis pela sustentabilidade do Planeta, mas também os Oceanos e os Continentes.

Daí a reunião do verde das florestas e o azul dos Oceanos, matizados pelo Marrom dos continentes e do desenvolvimento econômico dos Homens.

Fazendo com que o verde se converta para a cor turquesa.

Portanto, para a sustentabilidade inicial de uma empresa, costumo separar três palavras essenciais:

A primeira palavra, de passe é CONVENCIMENTO do Gestor ou do CEO, sem este, nada se inicia.

A segunda é CONHECIMENTO, pleno dos efeitos e resultados de sua política e de seus produtos.

E a terceira é INOVAÇÃO, no sentido de se promover a renovação dos conceitos, valores e a plena adaptação aos novos mercados e cenários internacionais.

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