Crescimento Economia Brasil 2017

Qual a Perspectiva de Crescimento da Economia do Brasil este Ano?

Alguns dizem que se 2015 foi um ano ruim, 2016 foi um ano para se esquecer: nível de desemprego nas alturas, atividade econômica freada, recessão, crise política, impeachment, câmbio desfavorável, inflação sem controle e mais uma série de indicadores que corroboram a percepção de um ano ímpar.

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2017 chegou e traz novos ares e esperanças renovadas que será melhor do que os dois anos anteriores, que foram seguidos de fortes quedas.

O PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no país) deve melhorar e fechar o ano próximo de zero.

O desemprego ainda deve continuar subindo, mas juros (Selic) e inflação (medida pelo IPCA) devem cair.

A expectativa dos consumidores e dos empresários é maior hoje do que nos dois anos anteriores.

Segundo comentário presente no relatório de janeiro de 2017 preparado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da FGV “(…) o aumento da confiança da indústria em janeiro, revelado pela prévia do indicador (Indicador de Incerteza Econômica: IIE-BR, IBRE), traz uma esperança de que a maré de baixa tenha sido estancada”.

Em resumo, deve ser um ano melhor para a economia, mas não será um ano fácil.

Será mais um ano de recuperação e estabilização do que de crescimento.

Este, de fato, só devemos voltar a ver em 2018.

Vamos a algumas projeções:

Inflação

Em 2015 a inflação indicada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE, foi de 10,67%.

Em 2016, o índice acusou boa redução, fechando o ano em 6,28%.

Para 2017 a expectativa é de mais uma queda, encerrando o ano entre 4,5% e 4,8%.

Câmbio

A relação cambial entre Reais e Dólares norte-americanos, segundo a cotação do Dólar Comercial divulgada pelo Banco Central, no final de 2015 foi de R$ 3,95 para cada US$ 1.00

Em 2016, esta relação foi de R$ 3,25.

A expectativa para 2017 é que feche o ano com algo situado entre R$ 3,40 e R$ 3,50.

PIB

O PIB de 2015 foi muito ruim e indicou um índice negativo de 3,8%.

O de 2016 deverá situar-se no patamar negativo de 3,5%, espelhando um ano igualmente desfavorável.

Para 2017, as expectativas são de que seja bem melhor que nos dois anos anteriores, apresentando um resultado em dezembro na faixa de -0,2% a +0,5%.

Não chega a ser um excelente resultado, mas, certamente, representa um grande incremento.

Taxa Básica de Juros – Selic

A taxa SELIC, conhecida como taxa básica de juros, é divulgada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM).

Ela tem vital importância na economia, pois as taxas de juros cobradas pelo mercado são balizadas pela mesma. Em 2015 foi de 14,25% e em 2016 encerrou o ano em 13,75%.

A expectativa para 2017 é que chegue a dezembro apresentando com valor de 10% a 10,25%.

Há que se considerar que a taxa Selic menor facilita ao acesso ao crédito e estimula o consumo, fazendo girar a economia de produção e consumo.

Desemprego

O número de desempregados em 2015 foi de 9,6% ou 10 milhões de indivíduos e foi um espanto à época.

No entanto, veio 2016 com cenário ainda pior: um número recorde de desempregados registrados em 2016, que chegou 12,3 milhões em dezembro, atingindo taxa de 12%.

E pode crescer mais!

Algumas previsões indicam que em 2017 isso pode chegar a algo como 12,4% a 12,8%, correspondendo a 12,7 a 13,6 milhões de pessoas sem emprego.

No entanto, sou de opinião que, apesar de haver algum aumento, esse deve ser mais brando, situando-se na faixa de 12,1% a 12,4%, para logo depois começar gradativamente a reduzir-se, devido à retomada da atividade econômica e consequente geração de novos postos de trabalho.

Resumindo

Em linhas gerais, a economia brasileira está muito sensibilizada devido aos dois anos anteriores muito ruins.

Já passamos pela pior parte e a expectativa é que os próximos dois anos sejam melhores.

Mas há um grande dever se casa a ser feito.

Como o cenário político também retarda a recuperação da economia, o país precisa superar as pendências políticas antes de voltar a crescer.

Outro fator relevante e que está no radar de todo mundo é a aprovação de medidas e reformas, como a trabalhista, política e tributária, que sinalizem algum compromisso do governo com as contas públicas e a sociedade em geral.

Será o início da recuperação em meio a um crescimento tímido e dificuldades no cenário internacional.

Vamos aguardar, mas trabalhar e fazer nossa parte.

Vamos em frente!

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