Comportamento Corporativo

Por Que o Aspecto Comportamental é Valorizado no Ambiente Profissional?

As empresas constatam cada vez mais que não basta aos colaboradores trazerem na bagagem uma ótima experiência técnica ou uma vivência profissional sólida. Hoje, tornou-se fundamental contratar pessoas que saibam lidar com situações que exigem muito mais o aspecto comportamental do que o conhecimento comprovado por certificados e diplomas. Atualmente, buscam-se profissionais que consigam lidar com ambientes de muita pressão e competição.

O aspecto comportamental ganhou destaque no mundo corporativo porque é através do comportamento que as pessoas se expressam no mundo. As empresas têm buscado contratar profissionais que adotem atitudes adequadas no ambiente corporativo. Merecem destaque e são alvo das empresas, aqueles que: sejam éticos, tenham iniciativa, exerçam a liderança de maneira natural, saibam e sintam-se confortáveis em trabalhar em equipe, se relacionem saudavelmente com pessoas, possuam e demonstrem a capacidade de aprender e de se adaptar, sejam flexíveis, possuem visão sistêmica, respeitem a opinião alheia e as diferenças, sejam comprometidos, busquem exercer uma comunicação clara e sejam otimistas.

No mundo corporativo há dois agentes responsáveis pelo desenvolvimento e aperfeiçoamento dos colaboradores: o próprio colaborador e a área de Recursos Humanos.

O próprio colaborador, na medida em que ele deve demonstrar interesse legítimo para identificar suas lacunas ou pontos cegos. Uma vez identificados os aspectos para aprimoramento, manter o foco e a vontade para conquistar o próximo nível. No limite, a vontade do colaborador é soberana em todo processo de aprendizado. Ele só aprenderá algo novo ou deixará de fazer algo antigo se ele realmente assim o desejar.

A área de Recursos Humanos também merece destaque nesta seara porque é a mais adequada para lidar com o capital humano. Devemos lembrar que o principal fator de competitividade é a capacidade de inovar, de pensar diferente, de agregar valor. E não é capital financeiro, tecnologia nem mercado que vão gerar isso, mas as pessoas, o capital humano.

O RH deve se capacitar cada vez mais, buscando aprofundar-se mais e mais nos fundamentos de contratação, desenvolvimento e manutenção do seu capital humano. Deve figurar como um consultor interno dos líderes e gestores, assessorando-os e desenvolvendo suas habilidades de comunicação e liderança, principalmente. O RH deve entranhar-se na organização como um todo, para que possa exercer seu papel de forma plena. Em outras palavras, onde houver uma pessoa, lá deve estar atuando o RH, direta ou indiretamente.

Através de estratégias relacionadas à gestão do capital humano, o RH deve estabelecer premissas eficientes para realizar a melhor contratação possível dos novos colaboradores, considerando aspectos técnicos e comportamentais, aderentes ao que deseja a empresa. Aos que já fazem parte dos quadros, o foco é monitorar o desenvolvimento deles, gerindo seus talentos. Processos de avaliação de desempenho e desenvolvimento de competências são ótimas fontes de informações sobre os indivíduos, o estágio de maturação em que estão e servem para retroalimentar todo o sistema de gestão de pessoas. Adequadas políticas de retenção de talentos também são grandes aliadas na manutenção dos quadros da empresa.

Pessoas felizes em trabalhar na empresa são mais engajadas, contribuem para um clima organizacional saudável e para melhores resultados, inclusive os financeiros!

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